Pelotas, RS, Sexta, 18.07.2003
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Cidade: Novo comandante da BM promete rigor no combate aos assaltos

Diário Popular


O 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) trocou ontem de comando. O major Paulo Roberto de Castro assume em meio a uma onda de violência - marcada pelo alto número de assaltos - que amedronta a comunidade e abala o principal setor da economia local: o comércio.
O novo comandante nem bem havia assumido o posto e já prometia maior rigor no policiamento ostensivo, com o objetivo de conter os assaltos. Castro avisou que a partir de hoje todo pessoal disponível no 4º BPM será dirigido para a área operacional. "Vamos trabalhar para dar uma resposta à altura do que a comunidade pede e para reverter a imagem negativa que hoje se faz da polícia", disse.
Para tanto a BM deve lançar mão de operações especiais, aumentar sua presença nas áreas de comércio e investir nos serviços de inteligência com o objetivo de identificar os autores dos crimes.
MEDO - Enquanto o novo comandante da BM promete mais segurança, no Cruzeiro do Sul a população se diz sitiada pela criminalidade. Sábado à noite, três homens armados invadiram o Santuário de Santa Rita de Cássia, renderam e assaltaram quase cem pessoas. Alguns jovens - entre os quais meninas - foram agredidos pelos bandidos, que só deixaram o local quando ouviram alguém avisar que ligara o alarme. Desde então, todas as celebrações e reuniões noturnas estão suspensas.
O padre José Ramos conta que este foi o 18º assalto sofrido na Igreja. "A situação é assustadora, como também é o descaso da polícia", reclamou. O pároco da Santa Rita conta que são freqüentes os casos de assaltos, arrombamentos e que o tráfico de drogas impera no lugar. "É impossível andar à noite por aqui", confessou Jurandir Sandim, coordenador da Paróquia.
Por causa da criminalidade, desde o ano passado o Santuário e a casa paroquial estão cercados de grades. Uma porta de ferro foi colocada na frente do templo e permanece 24 horas do dia fechada. Em dias de missa, depois que todos entram é trancada e só é aberta para conhecidos ou quando a celebração termina. Alarmes também foram espalhados pelos prédios. "Nunca vivi uma situação tão desesperadora e angustiante como esta", contou o padre.
No entanto todas estas medidas não foram suficientes para garantir a tranqüilidade dos fiéis. O assalto de sábado foi o segundo deste ano.
Álvaro Guimarães


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