Zona sul: CEA comemora 20 anos de atividades
A organização não-governamental (ONG) Centro de Estudos Ambientais (CEA) tem pouco a comemorar hoje, dia em que completa 20 anos. Os festejos serão substituídos por atividades características da organização. Segunda-feira, a equipe do CEA entregará à procuradora da República em Rio Grande, Anelise Becker, abaixo-assinado de professoras de Santa Vitória do Palmar, sobre o caso do navio Taquari. O prenúncio de um novo desastre ecológico, semelhante ao ocorrido há 25 anos em Santa Vitória do Palmar, vem dos pescadores da região, que acreditam, assim como os ambientalistas, que ainda haja substância tóxica no navio submerso. Preocupadas, as professoras pediram auxílio ao CEA. Em 1978, após o naufrágio do navio Taquari em águas uruguaias, perto da Ilha dos Lobos, milhares de peixes, moluscos e mariscos apareceram mortos. O caso foi arquivado, sendo que as mortes foram atribuídas à maré vermelha (proliferação excessiva de algumas espécies de algas tóxicas, que se apresentam na cor avermelhada). Porém, o navio transportava agrotóxicos, substância apontada em vários laudos realizados por pesquisadores. "Ainda faltam alguns resultados que até segunda-feira teremos por completo para apresentar à promotora", ressaltou a coordenadora executiva do CEA, Cimara Corrêa Machado. ATIVIDADES - Das conquistas, o respeito e confiança da comunidade quando o assunto é meio ambiente. Já os desafios ficam por conta do desrespeito à natureza. As atrocidades que mobilizaram um grupo de ambientalistas em 1983, ainda em Rio Grande, permanecem nos dias atuais. Corte de árvores, caça de animais e pesca de baleias. A coordenadora explica que o CEA é uma sociedade civil organizada e trabalha a favor da sustentabilidade. Os trabalhos realizados justificam a representatividade da ONG no Conselho Nacional de Meio Ambiente e outros em níveis estadual e municipal. Projetos como Ecoa Lagoa, APA das Lagoas, informes através da rádio comunitária de Pelotas e a prestação de assessoria jurídica ambiental para ONGs e outras instituições estão na lista de realizações. O programa que busca a eqüidade socioambiental, leva até as crianças nas escolas, conhecimentos sobre as áreas verdes, unidades de conservação e como preservar a natureza. Projetos futuros ainda estão no planos dos ambientalistas. Um deles é conseguir espaço na tevê da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para divulgar a fauna e flora da região e como preservá-la. (Cíntia Piegas)
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