Exterior: Líder do golpe em São Tomé e Príncipe promete eleições livres
O líder do golpe militar em São Tomé e Príncipe, o pequeno país insular do oeste da África rico em petróleo, disse ontem que não quer governar e pretende convocar eleições. O major Fernando Pereira, o oficial de artilharia que chefiou na quarta-feira uma rebelião militar na ilha, disse à rádio estatal Radiodifusão Portuguesa que as tropas rebeldes intervieram para salvar o empobrecido país da crise econômica e social. "Atingimos nosso objetivo ao tomar o poder", disse Pereira por telefone à rádio de Lisboa. "Agora temos de formar um governo provisório e criar condições para eleições livres. Não queremos o poder", salientou. Pereira, que está à frente de uma junta militar instalada após o golpe, disse que os 12 membros do governo anterior que foram detidos quarta-feira e passaram a noite em instalações do exército perto da capital seriam libertados ainda ontem. Garantiu, ainda, que o aeroporto local seria reaberto. O presidente derrubado pelo golpe, Fradique de Menezes, continuava na Nigéria. INSTABILIDADE - O golpe de Estado renovou as preocupações sobre a estabilidade política da região no momento em que a África Ocidental cresce em importância ao ser considerada uma alternativa ao Oriente Médio como fonte de abastecimento de petróleo.(AE/AP)
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