Exterior: Soldados sul e norte-coreanos trocam tiros na zona desmilitarizada
Soldados das Coréias do Norte e do Sul mantiveram uma breve troca de tiros ontem na fronteira entre os dois países, elevando a tensão depois de o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, ter manifestado otimismo com relação aos esforços diplomáticos para solucionar o impasse nuclear envolvendo Pyongyang. O exército sul-coreano informou não ter sofrido baixas no incidente entre dois postos de guarda de fronteira posicionados a um quilômetro de distância na chamada zona desmilitarizada, um campo extremamente minado estabelecido para servir como zona tampão entre os dois países após a assinatura de um armistício que pôs fim aos confrontos armados da Guerra da Coréia (1950-1953). O governo norte-coreano não comentou a troca de tiros. Os sul-coreanos acusam seus vizinhos do norte de terem atirado primeiro. Há algumas décadas, trocas de tiros eram comuns na fronteira entre as Coréias do Norte e do Sul, mas os incidentes tornaram-se mais raros com o passar do tempo. O último tiroteio de que se tem notícia na região ocorreu em novembro de 2001 e não deixou vítimas. Na semana passada, um enviado chinês viajou à Coréia do Norte para conversar sobre a possibilidade de uma solução pacífica para o impasse nuclear. Ontem, Powell disse ter conversado sobre o assunto com o chanceler chinês, Li Zhaoxing. A agência de notícias sul-coreana Yonhap noticiou que a Coréia do Norte está aberta ao formato de negociação proposto pela China e as negociações poderiam começar já em agosto se os Estados Unidos concordarem. NEGOCIAÇÕES - A China tem planos de enviar um funcionário aos EUA durante o fim de semana para propor negociações tripartites entre Washington, Pyongyang e Pequim na capital chinesa, prosseguiu a Yonhap, citando fontes não identificadas do governo sul-coreano. Após o encontro, haveria uma outra reunião da qual participariam Japão e Coréia do Sul, conforme proposto pelos Estados Unidos, informou a agência. (AE/AP)
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