Cidade: Programa ainda não está plenamente regulamentado
O programa do Governo Federal para implementação de parques eólicos no País para fins comerciais ainda não está plenamente regulamentado. Mesmo assim três parques já funcionam de forma efetiva e a energia gerada é consumida pela população dos respectivos estados onde encontram-se instalados. Dois estão localizados no Ceará (estado até divulgação dos dados do Atlas Eólico do Rio Grande do Sul considerado o mais promissor para exploração desse tipo de energia) e um no Paraná. No programa em concepção pelo Ministério das Minas e Energia a Eletrobras compraria a energia gerada pelos parques eólicos para não onerar o produto à população. Esta energia seria repassada ao sistema para ratear o custo entre a sociedade - que a pagaria de forma proporcional. Conforme o assessor técnico da Semc, Ibanês Cassel, integrante da equipe que trabalhou na confecção do Atlas Eólico do Rio Grande do Sul, a energia gerada pela força dos ventos representa custo bem maior que a que tem como fonte o carvão ou a água. Por megawatt instalado, de acordo com cálculos da Semc, investe-se de 800 mil a um milhão de dólares. E ao contrário da energia de uma hidrelétrica ou termoelétrica, a gerada por uma usina eólica não pode ser armazenada. Tem, portanto, um caráter meramente complementar: sem vento não há energia. "Nenhuma cidade, estado ou país pode contar somente com energia eólica", ressalta. VANTAGEM - Com a humanidade diante da propalada crise energética do terceiro milênio, a energia eólica aparece como a ideal. "É totalmente limpa, não provoca dano ambiental algum, não contribui para intensidade do efeito estufa, não cria alagamentos e nem polui a atmosfera", esclarece Cassel.
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