Thais Russomano:
Leitor do Diário Popular: em homenagem à chegada de 2003, que já está quase aí, deixo para você este poema de Drumonnd. E Feliz Ano-novo! Para você ganhar belíssimo Ano-novo cor de arco-íris ou da cor da sua paz, Ano-novo sem comparação com todo o tempo já vivido (malvivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir a ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (Planta recebe mensagens? Passa telegrama?). Não precisa Fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é tão fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano-novo cochila e espera desde sempre.
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