Pelotas, RS, Terça, 23.12.2008
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Viva Bem: Os perigos do calor



Idosos devem estar sempre atentos nesta época

Elen Sallaberry

Em um dia, temperatura amena, ventinho convidativo e até chuva esporádica. No outro, 30°C, sol escaldante e um calor que desanima até os mais ativos. Todos sofrem com as variações climáticas que vêm se tornando comuns no verão subtropical. Os idosos, que são ainda mais suscetíveis aos efeitos do calor, devem estar sempre atentos aos cuidados necessários para curtir essa estação sem riscos. “Foi-se o tempo das estações bem demarcadas. Por isso, a atenção precisa ser redobrada”, diz a psicóloga e coordenadora do Cetres, Sulanita Arruda.
O senso comum diz que o inverno deve ser o período de maior preocupação com a saúde da terceira idade. Durante os dias de temperaturas baixas, agasalhos adequados e alimentação reforçada são utilizados como escudo de proteção. No entanto, o verão também traz maus reflexos para o organismo e os hábitos precisam ser adaptados ao novo ritmo: o do calor. “Todos acham que o calor é bom e não exige cuidados, mas os estragos feitos por ele podem ser grandes e o número de internações nessa época indica isso”, explica Sulanita.
O ar pesado pode dificultar a respiração de quem já apresenta problemas respiratórios. A dilatação dos vasos sangüíneos traz as dores de cabeça e a hipotensão para aqueles que já têm a pressão baixa ou complicações glicêmicas. “Mesmo os que são medicados para manter a pressão estável sofrem porque a queda é muito brusca e o remédio acaba contribuindo para o quadro de hipotensão.”


Inimigos diários

O sol também é um inimigo em potencial. Além de a radiação ser maior no verão, as roupas mais abertas expõem maior parte do corpo. A pele dos idosos, que é mais sensível, corre perigo de desenvolver insolação ou mesmo câncer, se não estiver devidamente protegida. “A maioria dos idosos não está acostumada com o uso de protetor solar, esse é um dado preocupante”, afirma Sulanita. Mesmo em dias nublados, o uso de um filtro solar de fator elevado, no mínimo 15 FPS, é essencial. O hidratante tem papel fundamental na manutenção de uma pele saudável.
A hidratação interna também é um fator que exige atenção. Com a chegada da terceira idade a sede costuma ser cada vez menos freqüente, isso porque os reflexos da desidratação se tornam mais tardios com o tempo. Porém, isso não significa que a necessidade de ingestão de líquidos diminua. Assim como os adultos, os idosos precisam ingerir cerca de dois litros de água por dia. O ideal é que se tenha sempre uma garrafa de água ou suco à mão e nunca esperar pela sede para beber algo. “A sede só aparece quando o corpo está pedindo socorro, muito antes disso ele já está desidratado.”
A vestimenta deve ser pensada com cuidado especial para os dias mais quentes. Tecidos sintéticos precisam ser evitados e podem dar lugar aos mais leves e confortáveis como o algodão. Na hora de escolher os sapatos, prefira os mais baixos, para atenuar a fadiga natural trazida pelo calor. “É importante que o corpo possa respirar através das roupas.” Os chapéus são acessórios recomendados nessa época.
Outra dica importante de Sulanita é evitar sair à rua nos horários de pico do sol. Passeios, caminhadas e até tarefas cotidianas devem ser realizadas ou bem cedo pela manhã ou de tardezinha, quando o sol já está mais baixo. Para lidar com as variações de temperaturas é importante ter sempre um casaco ou lenço ao alcance. “Os golpes de ar gelado podem causar gripe ou mesmo pneumonia.”
A alimentação é um dos elementos que precisam ser adequados às altas temperaturas. Como a digestão dos idosos é mais lenta o ideal é ingerir alimentos leves como frutas, legumes, carnes brancas e saladas. “O melhor é comer mais seguido e em menores quantidades.”


Comprovado pela experiência

A experiência de Sirley Amaro, 72 anos, com o calor comprova o perigo que a temperatura pode representar. Acostumada, durante a infância e adolescência, a esperar ansiosamente pela época em que as brincadeiras eram mais freqüentes, Sirley nota hoje dificuldades para lidar com os dias de verão. “O metabolismo fica mais lento e o corpo passa a não corresponder à velocidade do nosso pensamento”, conta.
Há três anos o primeiro mal-estar surgiu. “Foi um grande susto para mim.” Enquanto caminhava no Centro, Sirley sentiu dificuldades para respirar e caminhar, o que quase a levou a um desmaio. Ao procurar um médico veio a confirmação, o incidente era decorrência do calor. “As vezes a gente acha que está muito doente, mas pode melhorar apenas mudando comportamentos.” A partir de então os óculos escuros e a garrafa de água são companheiros inseparáveis nos passeios. Além disso, Sirley aprendeu a reservar o horário das 10h às 16h para descansar, de preferência na sombra.


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