Pelotas, RS, Sexta, 25.07.2008
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Editorial:



O número de habitantes de Pelotas aumentou nas últimas quatro décadas, embora com oscilações em alguns períodos, decorrentes sobretudo de emancipações de distritos. Tendo, em 2007, 339.934 habitantes, conforme estimativa do IBGE, continua sendo o terceiro município do Estado em população, colocando-se abaixo de Porto Alegre e Caxias do Sul, uma condição que permanece há muito tempo. Os dados demográficos exatos e detalhados sobre a atual situação do município serão obtidos com a realização do Censo de 2010, para o qual a agência do IBGE de Pelotas - que atende um total de 14 municípios - está se preparando.

O censo é muito importante pois mostra com exatidão aspectos fundamentais da realidade municipal; a análise de uma série de anos, com seus dados, possibilita diagnosticar objetivamente a evolução do município quanto à população, à saúde, à economia, à educação, ao sexo, à faixa etária etc - a partir dos quais podem ser identificados problemas e progressos e feitas projeções pelos órgãos de planejamento do Governo, para elaboração de programas e projetos.
Conforme avaliação do IBGE, Pelotas não atingirá, provavelmente, em 2010, o total de 400 mil habitantes. Algumas estimativas são previsíveis com base nas mudanças tecnológicas e econômicas em relação ao ano de 2000, como o aumento do número de telefones celulares. Outra expectativa é quanto ao desenvolvimento econômico e melhoria nas condições de vida das famílias, em decorrência, inclusive, dos recentes investimentos na Zona Sul. Em 2000 - ano do último censo - foram visitadas pelos recenseadores mais de cem mil unidades; a previsão é ultrapassar esse número em 2010, considerando vários fatores, como o grande número de habitações construídas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR).

A contagem populacional também é importante porque o número de habitantes influi no repasse de verbas, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Os dados socioeconômicos refletem no repasse de recursos aos municípios, em diversos programas. No caso do FPM, o número de habitantes de Pelotas não tem influência por já ter chegado ao coeficiente máximo. Na série histórica dos censos - que o Itepa (UCPel) tem publicado em seus boletins - podem ser observadas alterações no ritmo de crescimento da população pelotense; por exemplo, na década de 70 aumentou em 25% o número de habitantes, que resultaria, em grande parte, do êxodo rural e da condição da cidade ser o pólo comercial da Zona Sul, conforme avaliação do Itepa; na década de 90, o índice de crescimento foi bem menor (10%); e voltou a aumentar a partir da década de 90, pois até 2006 o índice foi de 21%.

Uma análise desses dados, identificando causas e conseqüências dessas mudanças demográficas, poderá levar a interessantes conclusões sobre a evolução de Pelotas. Seria tema relevante para projeto de pesquisa das universidades locais, que já consideraria os resultados do Censo de 2010. Há muitos dados sobre a demografia pelotense, mas pouquíssimo estudo sobre seu significado.


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