Zona sul: Usina Piratini funciona em fase de experiência
Michele Ferreira
Com quase um ano de atraso, a Usina Piratini CGDE entrou em funcionamento, em regime de experiência, há oito dias. Durante cerca de um mês, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) deve realizar os últimos ajustes, para que o empreendimento possa ser inaugurado oficialmente ainda em janeiro. Com a termelétrica, de R$ 10,5 milhões, haverá uma grande oferta de energia na região. Dos dez megawatts produzidos por hora, apenas 4,5 mw serão necessários para suprir a deficiência de Piratini. O restante se transformará em atrativo para novos investidores, além de atender a outros municípios como Canguçu e Pinheiro Machado. Esta é a primeira de uma série de dez usinas programadas para o Rio Grande do Sul, todas tendo a biomassa como fonte geradora de energia elétrica. Na primeira Capital Farroupilha, por exemplo, o material utilizado será a madeira, visto que tal exploração representa em torno de 40% da movimentação econômica da cidade de 19 mil habitantes. Com cerca de 700 toneladas de biomassa por dia - 70% das serrarias e 30% dos restos acumulados nas matas - há matéria-prima em abundância. O investimento é uma parceria entre Governo do Estado (com 10% dos recursos), Companhia Geral de Distribuição Elétrica (CGDE), de Portugal (com 75% da verba), Koblitz, de Recife (com 10% do total) e a empresa Axia Piratini Produção de Energia Ltda, com os 5% restantes. PLANOS - Segundo o gerente regional da CEEE, Marco Adiles, em Capão do Leão, já estão começando os trabalhos de terraplanagem da usina termelétrica a ser abastecida com casca de arroz. A obra chegará a R$ 9,5 milhões e 8,5 mw serão gerados por hora.
»Zona sul
|